Métrica de Reissner-Nordström

Fonte: testwiki
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Predefinição:Mais notas Em física e astronomia, a métrica Reissner-Nordström é uma solução estática das equações de campo de Einstein no espaço vazio, a qual corresponde ao campo gravitacional de uma corpo esfericamente simétrico de massa M, carregado eletricamente e sem rotação.[1] Foi desenvolvida por Gunnar Nordström e Hans Reissner, e presta-se ao tratamento dos corpos massivos chamados de buracos negros de Reissner-Nordström. Tal métrica pode se escrita como

c2dτ2=(1rsr+rQ2r2)c2dt2dr21rsr+rQ2r2r2dθ2r2sin2θdφ2

em que

τ é o "tempo próprio" (tempo medido por um relógio movendo-se coma partícula) em segundos,
c é a velocidade da luz em metros por segundo,
t é a coordenada tempo (medida por um relógio estacionário no infinito) em segundo,
r é a coordenada radial (circunferência de um círculo centrado sobre a estrela divida por 2π) em metros,
θ é a colatitude (ângulo referente ao Norte) em radianos,
φ é a longitude em radianos, e
rs é o raio de Schwarzschild (em metros) do corpo massivo, o qual é relacionado a sua mass M por
rs=2GMc2
onde G é a contante gravitacional, e
rQ é uma escala de comprimento correspondente à carga elétrica Q da massa
rQ2=Q2G4πϵ0c4
onde 1/4πε0 é a constante de força de Coulomb.[2]

No limite que a carga Q (ou equivalentemente, a escala de comprimento rQ) tenderá a zero, esta tende a métrica de Schwarzschild. A teoria clássica newtoniana da gravidade deve então ser tomada no limite com o raio rs/r tendendo a zero. No limite, a métrica volta à métrica de Minkowski para a relatividade especial

c2dτ2=c2dt2dr2r2dθ2r2sin2θdϕ2

Na prática, o raio rs é quase sempre extremamente pequeno. Por exemplo, o raio de Schwarzschild rs da Terra é aproximadamente 9 mm (38  de polegada), onde um satélite em uma órbita geossíncrona tem um raio r que é aproximadamente quatro bilhões de vezes maior, em Predefinição:Fmtn km (Predefinição:Fmtn milhas). Quando na superfície da Terra, as correções para a gravitação newtoniana são somente uma parte em um bilhão. O raio somente torna-se grande próximo a buracos negros e outros objetos ultradensos tais como estrelas de nêutrons.

Buracos negros carregados

Predefinição:Artigo principal

Embora buracos negros com rQrs sejam similares a buracos negros de Schwarzschild, eles têm dois horizontes: o horizonte de eventos e um horizonte de Cauchy interno. Como usual, o horizonte de eventos para o espaço-tempo pode ser confiavelmente encontrado pela análise da equação

g00=1rsr+rQ2r2=0

Esta equação quadrática para r tem as soluções

r±=rs±rs24rQ22.

Estes horizontes concêntricos tornam-se degenerados para 2rQ=rs a qual corresponde a um buraco negro extremo. Buracos negros com 2rQ>rs acreditam-se não existir na natureza porque eles conteriam uma "singularidade nua"; sua aparência iria contradizer a hipótese da censura cósmica de Roger Penrose a qual geralmente acredita-se ser verdadeira. Teorias com supersimetria usualmente garantem que tais buracos negros "superextremos" não podem existir.

O potencial eletromagnético é

Aα=(Qr,0,0,0).

Se monopolos magnéticos são incluídos na teoria, então uma generalização para incluir carga magnética P é obtida por substituir Q2 por Q2+P2 na métrica e incluir o termo Pcosθdϕ no potencial eletromagnético.

Predefinição:Referências

Bibliografia

  • Reissner, H (1916). "Über die Eigengravitation des elektrischen Feldes nach der Einstein'schen Theorie". Annalen der Physik 50: 106–120.
  • Nordström, G (1918). "On the Energy of the Gravitational Field in Einstein's Theory". Verhandl. Koninkl. Ned. Akad. Wetenschap., Afdel. Natuurk., Amsterdam 26: 1201–1208.
  • Adler, R; Bazin M, and Schiffer M (1965). Introduction to General Relativity. New York: McGraw-Hill Book Company, pp. 395–401. ISBN 978-0-07-000420-7.
  • Wald, RM (1984). General Relativity. Chicago: The University of Chicago Press, pp. 158, 312–324. ISBN 978-0-226-87032-8.

Ligações externas

Predefinição:Buraco negro