Pequeno teorema de Fermat

Fonte: testwiki
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Pierre de Fermat

O Teorema de Fermat, que originou o Teste de primalidade de Fermat, oferece um teste simples e eficiente para ignorar números não-primos. Qualquer número que falhe o teste não é primo.

Teorema

Retrato de Pierre de Fermat

(Assuma-se mdc(a,b) como o Máximo divisor comum entre a e b).

Se m é primo, então para qualquer a tal que mdc(a,m)=1, temos:

am11(modm)

Se m não é primo, ainda é possível (embora pouco provável) que o supradito se verifique.

Se m é ímpar composto, e a um inteiro tal que mdc(a,m)=1 e

am11(modm)

diz-se que m é pseudoprimo para a base a, i.e., é um número não primo que passa o teste de Fermat.

Prova do teorema

Seja mdc(a,m)=1,

consideramos os conjuntos {1,2,3,,m1} e {a,2a,3a,,(m1)a}

e percebemos que {a,2a,3a,,(m1)a}≢0(modm).

Seja i,j{1,2,3,,m1} e iaja(modm)

vemos que ij(modm)

porque mdc(a,m)=1,

com isso i=j

porque 0|ij|<m,

então os números {a,2a,3a,,(m1)a}≢0(modm)
são incongruentes entre si (modm).

Então {a,2a,3a,,(m1)a} são congruentes, em alguma ordem, com os números 1,2,3,,m1.

Conclui-se que:

(m1)!=1234(m1)a2a3a4a(m1)a(m1)!am1(m1)!(modm)

Se tivermos

mdc(m,(m1)!)=1 , ou seja, m é primo, podemos cancelar o fator (m1)!, e obtemos:
am11(modm), m aos inteiros
o que conclui a prova.

Contrapartidas

Infelizmente existem números que passam o teste de Fermat para todas as bases para as quais são relativamente primos – são os chamados números de Carmichael, e são infinitos. Como tal, pode-se fazer o Teste de pseudoprimalidade forte:

  • Dado m
  • Escreve-se m1=28t, em que t é ímpar
  • Escolher aleatoriamente a[1,m[
  • Calcular hat(modm)
  • Se h=±1, então m passa
  • Calcular hi=a(2i)t para i=1,2,...,8
  • Se hi=1 para algum i<8, então m passa
  • Caso contrário m falha.

O teste deve ser repetido para r bases diferentes. A probabilidade de um número composto m passar r testes é de 1 em 4r. Se m passar o teste para 100 bases diferentes, então a probabilidade de m ser composto é menor que 10−60.

Um teste elementar e preciso de primalidade

Sabe-se que, com exceção dos números 2 e 3, todos os outros números primos são expresso pela fórmula Ip=6K±1 . Mas sabe-se que a imensa maioria dos números expresso pela fórmula Ip=6K±1 não são números primos.

Os números compostos da forma I=6K±1 são obtidos pela multiplicação de dois números da forma I=6K±1 onde estes dois números podem ser ambos primos ou ambos compostos e também pode ser o produto de um número primo por um número composto como vemos abaixo

6K±1=(6K2±1)(6K3±1)=6.6K2.K3±6K2.1±6K3.1±1 que podemos escrever

6K±1=6(6K2K3±K2±K3)±1

Vemos então que esta igualdade só existe se

K=6K2K3±K2±K3

Se esta igualdade não existir para sinais iguais ou diferentes, então o par de números 6K±1 não existe como números compostos, logo o par de números 6K±1 serão números primos gêmeos.

Então: dado um número inteiro positivo qualquer K, se não ocorrer nenhum par de números inteiros positivos K2,K3 que satisfaça a igualdade acima, afirma-se que os números Ip=6K±1 são números primos gêmeos.

Se não ocorrer nenhum par K2,K3 com sinais iguais e ocorrer ao menos um par K2,K3 com sinais diferentes que satisfaça a equação, afirma-se que Ip=6K+1 é primo e I=6K1 não é primo.

Se não ocorrer nenhum par K2,K3 com sinais diferentes e ocorrer ao menos um par K2,K3 com sinais iguais que satisfaça a equação, afirma-se que Ip=6K1 é primo e I=6K+1 não é primo.

Ver também

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