Teorema da circulação de Kelvin

Fonte: testwiki
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Na mecânica dos fluidos, o teorema da circulação de Kelvin (em homenagem a William Thomson, 1º Barão Kelvin, que o publicou em 1869) afirma que em um fluido barotrópico ideal com forças de corpo conservativas, a circulação em torno de uma curva fechada é constante com o tempo . [1] [2] Matematicante, isso significa que:

DΓDt=0


Onde DDt=0 é a derivada convectiva,, Γ é a circulação em torno de um contorno de material C(t) . Esse teorema diz que se alguém observar um contorno fechado em um instante, e seguir o contorno ao longo do tempo, a circulação em outro instante de tempo permanece a mesma. Além disso, outra conclusão importante é que, valendo o teorema de Kelvin, se um fluido é irrotacional em t=0, segue irrotacional para t>0.


Este teorema não é válido em casos com tensões viscosas, forças não conservativas ou quando não temos um fluido barotrópico.

Prova

  A circulação Γ em torno de um contorno de material fechado C(t) é definida por:

Γ(t)=C𝒖d𝒔

onde u é o vetor velocidade e ds é um elemento de linha longo do contorno fechado. A equação para um fluido invíscido com uma força conservativa é

D𝒖Dt=1ρp+Φ

onde ρ é a densidade do fluido, p é a pressão e Φ é o potencial da força conservativa. Essa é a equação de Euler.

A condição de fluido barotrópico implica que a densidade é uma função apenas da pressão, ou seja, ρ=ρ(p) .

Tomando o derivada convectiva da circulação, temos:

DΓDt=CD𝒖Dtd𝒔+C𝒖Dd𝒔Dt.

No primeiro termo, podemos aplicar o Teorema de Stokes, de forma que:

CD𝒖Dtd𝒔=A×(1ρp+Φ)𝒅𝒔 =0.

Como o fluido é barotrópico, ρ é uma constante. Também usamos o fato de que ×f=0 para qualquer função f.

Para o segundo termo, temos que:


DDt(𝒅𝒔)=d𝒖


Portanto:

C𝒖Dd𝒔Dt=C𝒖(d𝒖)=Cd(𝒖22)=0.

Como ambos os termos são zero, obtemos o resultado:

DΓDt=0.

Teorema da circulação de Poincaré-Bjerknes

Um resultado semelhante pode ser obtido quando temos um sistema de coordenadas em rotação, conhecido como teorema de Poincaré-Bjerknes, em homenagem a Henri Poincaré e Vilhelm Bjerknes, que derivou o invariante em 1893 [3] [4] e 1898. [5] [6] O teorema pode ser aplicado a um referencial que está em rotação a uma velocidade angular constante dada pelo vetor Ω, para a circulação modificada:

Γ(t)=C(𝒖+Ω×𝒓)d𝒔

Onde 𝒓 é a posição da área do fluido. Pelo teorema de Stokes, temos:

Γ(t)=A×(𝒖+Ω×𝒓)𝒏dS=A(×𝒖+2Ω)𝒏dS

A Vorticidade de um campo de velocidade na dinâmica dos fluidos é definida por:

ω=×𝒖

Então:

Γ(t)=A(ω+2Ω)𝒏dS

Veja também

  1. Katz, Plotkin: Low-Speed Aerodynamics
  2. Kundu, P and Cohen, I: Fluid Mechanics, page 130. Academic Press 2002
  3. Poincaré, H. (1893). Théorie des tourbillons: Leçons professées pendant le deuxième semestre 1891-92 (Vol. 11). Gauthier-Villars. Article 158
  4. Truesdell, C. (2018). The kinematics of vorticity. Courier Dover Publications.
  5. Bjerknes, V., Rubenson, R., & Lindstedt, A. (1898). Ueber einen Hydrodynamischen Fundamentalsatz und seine Anwendung: besonders auf die Mechanik der Atmosphäre und des Weltmeeres. Kungl. Boktryckeriet. PA Norstedt & Söner.
  6. Chandrasekhar, S. (2013). Hydrodynamic and hydromagnetic stability. Courier Corporation.