Identidade trigonométrica

Fonte: testwiki
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Predefinição:Trigonometria Identidade trigonométrica é uma identidade que envolve funções trigonométricas, sendo, pois, verdadeira para todos os valores das variáveis envolvidas. Com efeito, ela é útil sempre que expressões que contêm expressões trigonométricas devam ser simplificadas, ou, doutra sorte, substituídas com o propósito de conseguir uma nova transformação, mais útil para dada aplicação. Uma importante aplicação, exemplo notável da técnica de substituição, é a integração de funções não-trigonométricas: um recurso comum envolve primeiro usar a integração por substituição com uma função trigonométrica e então simplificar a integral resultante com uma identidade trigonométrica.

Notação

Ângulos

Ângulos são entidades geométricas definidas em geometria euclidiana plana ou tridimensional, podendo ser estendidos para geometrias não-euclidianas. Um ângulo, plano ou não, é caracterizado por sua abertura, e essa abertura pode ser medida.
Embora sejam entidades distintas, sob o rigor lógico-matemático, costuma-se, por simplicidade de nomenclatura e notação (e de sentenças pertinentes), empregar o termo "ângulo" por "medida de ângulo", sempre que não houver comprometimento de ideias.

É usual utilizar letras gregas como alfa (α), beta (β), theta (θ) e phi (φ), ou letras latinas iniciais, como "a", "b", "c" etc., ou medianas ("m", "n", "p" etc.), para representar medidas de ângulos, que sejam conhecidos por generalidade e por princípio (a priori).
Contudo, quando expressões matemáticas, que são sentenças lógico-matemáticas, envolverem medidas de ângulo como quantidades variáveis (variáveis matemáticas), devem-se preferir "x", "y", "z" etc., conforme convenção para variáveis.
Assim, ao se escreverem expressões que representam relações, funções, igualdades, identidades ou equações com um ou mais argumento variável, os símbolos convencionais adequados a essa aplicação ("x", "y", "z" etc.) devem-se utilizar.

Várias unidades de ângulo são largamente utilizadas, incluindo grau, radiano e grado, além de reto, correspondente à medida de um ângulo reto:

  • 1 volta completa  = 360 graus = 2π radianos  =  400 grados  =  4 retos.

A tabela a seguir mostra as conversões para alguns ângulos comuns:

Graus 30° 60° 120° 150° 210° 240° 300° 330°
Radianos π6 π3 2π3 5π6 7π6 4π3 5π3 11π6
Grados 33⅓ grados 66⅔ grados 133⅓ grados 166⅔ grados 233⅓ grados 266⅔ grados 333⅓ grados 366⅔ grados
Graus 45° 90° 135° 180° 225° 270° 315° 360°
Radianos π4 π2 3π4 π 5π4 3π2 7π4 2π
Grados 50 grados 100 grados 150 grados 200 grados 250 grados 300 grados 350 grados 400 grados

Funções trigonométricas

As funções trigonométricas básicas são o seno e o cosseno de um ângulo, justamente porque se pode escrever qualquer outra função trigonométrica a partir das funções seno e cosseno. A notação utilizada para essas funções é  sen(θ) e cos(θ), respectivamente, onde θ é o ângulo. Todavia as parênteses podem ser omitidas, ficando da seguinte forma: senθ ecosθ.

A função tangente (escreve-se "tan θ" ou "tg θ" ) de um ângulo é a razão entre seno e o cosseno do mesmo ângulo:

tanθ=senθcosθ.

Finalmente, as funções trigonométricas de razão recíproca, secante (sec), cossecante (csc) e cotangente (cot), das funções cosseno, seno e tangente, respectivamente:

  • cotθ=1tanθ=cosθsenθ;
  • secθ=1cosθ;
  • cscθ=1senθ.
Tabela de Trigonometria da Cyclopaedia (1728)

Funções inversas

Predefinição:Main As funções trigonométricas inversas são funções inversas parciais. Por exemplo a função inversa de seno é a função arco seno, denotada por arcsen ou por sen1  (essa ultima notação é pouco utilizada, pois costuma gerar confusão entre a função arcoseno e cossecante). Essas funções são utilizadas quando temos uma relação trigonométrica conhecida e deseja-se descobrir o ângulo que resulta em tal relação.

Por exemplo: sabendo-se que o sen60=sen(π3)=32, podemos dizer que arcsen(32)=π3.

Assim observa-se que, para essas funções, deve valer:sen(arcsen)=xpara|x|1earcsen(senx)=xpara|x|π/2A tabela a seguir mostra as funções trigonométricas e suas respectivas inversas:

Função Trigonométrica Seno Cosseno Tangente Secante Cossecante Cotangente
Notação sen cos tan sec csc cot
Função Inversa Arco seno Arco cosseno Arco tangente Arco secante Arco cossecante Arco cotangente
Notação arcsen arccos arctan arcsec arccsc arccot

Identidades pitagóricas

Predefinição:Main Existem diversas relações entre as funções trigonométricas. Essas relações são conhecidas como identidades trigonométricas ou identidades pitagóricas, justamente porque todas elas partem das relações estabelecidas pelo teorema de pitágoras.

A relação básica entre seno e cosseno é cos2θ+sen2θ=1, conhecida como Identidade Trigonométrica Fundamental, pois é a mais básica identidade pitagórica.

Esta identidade pode ser deduzida através do Teorema de Pitágoras, o que será demonstrado adiante.

Também existem outras duas identidades: tan2α+1=sec2α e tan2α+1=sec2α, que são corolários da identidade trigonométrica fundamental.

Assim, existem três identidades pitagóricas:

  • cos2θ+sen2θ=1
  • tan2α+1=sec2α
  • cot2α+1=csc2α
Abaixo temos as demonstrações dessas identidades e, após, um quadro que relaciona todas as identidades à função trigonométrica que se deseja obter.

Relação fundamental

Relação entre seno e cosseno no círculo trigonométrico

Vamos demonstração a relação fundamental:

sen2α+cos2α=1

Demonstração geométrica

Seja o triângulo retângulo ACH, com catetos AC e CH e hipotenusa AH, observa-se, como já foi demonstrado anteriormente que: AC=cosα, CH=senα e AH=1.

Aplicando o teorema de Pitágoras:

(AC)2+(CH)2=(AH)2(cosα)2+(senα)2=12.

Logo: sen2α+cos2α=1.

Corolários

1° Corolário

Vamos demonstrar o seguinte corolário:

Relação entre secante e tangente no círculo trigonométrico

tan2α+1=sec2α

Demonstração Geométrica

Seja o triângulo retângulo ADF, com catetos AD e DF e hipotenusa AF, observa-se, como já foi demonstrado anteriormente que: AD=1, DF=tanα e AF=secα.

Aplicando o teorema de Pitágoras:

(AD)2+(DF)2=(AF)212+(tanα)2=(secα)2.

Logo: tan2α+1=sec2α.

Demonstração Algébrica

É possível demonstrar esse corolário através da relação fundamental dividindo todos os termos por cos2α, da seguinte forma:

sen2α+cos2α=1sen2αcos2α+cos2αcos2α=1cos2αtan2α+1=sec2α

2° Corolário

Vamos demonstrar o seguinte corolário:

Relação entre cossecante e cotangente no círculo trigonométrico

1+cot2α=csc2α

Demonstração Geométrica

Seja o triângulo retângulo AEG, com catetos AE e EG e hipotenusa AG, observa-se, como já foi demonstrado anteriormente que: AE=1, EG=cotα e AG=cscα.

Aplicando o teorema de Pitágoras:

(AE)2+(EG)2=(AG)212+(cotα)2=(cscα)2.

Logo: 1+cot2α=csc2α.

Ou, comutativamente: cot2α+1=csc2α.

Demonstração Algébrica

É possível demonstrar esse corolário através da relação fundamental dividindo todos os termos por sen2α, da seguinte forma:

sen2α+cos2α=1sen2αsen2α+cos2αsen2α=1sen2α1+cot2α=csc2α

Tendo em mente esses dois resultados podemos ainda demonstrar as seguintes relações:

cos2α=1sec2α e sec2α=tan2α+1cos2α=1tan2α+1

sen2α=sen2αsen2α=sen2α.cos2αcos2α=cos2α.tan2α=tan2α.1tan2α+1sen2α=tan2αtan2α+1[1]

Lista de relações entre funções trigonométricas.[2]
relacionado a senθ cosθ tanθ cscθ secθ cotθ
senθ= senθ ±1cos2θ ±tanθ1+tan2θ 1cscθ ±sec2θ1secθ ±11+cot2θ
cosθ= ±1sen2θ cosθ ±11+tan2θ ±csc2θ1cscθ 1secθ ±cotθ1+cot2θ
tanθ= ±senθ1sen2θ ±1cos2θcosθ tanθ ±1csc2θ1 ±sec2θ1 1cotθ
cscθ= 1senθ ±11cos2θ ±1+tan2θtanθ cscθ ±secθsec2θ1 ±1+cot2θ
secθ= ±11sen2θ
1cosθ ±1+tan2θ ±cscθcsc2θ1 secθ ±1+cot2θcotθ
cotθ= ±1sen2θsenθ ±cosθ1cos2θ 1tanθ ±csc2θ1 ±1sec2θ1 cotθ

Simetria

Na tabela a seguir temos as relações de simetria entre diferentes tipos de ângulos e suas funções trigonométricas e em seguida suas devidas explicações e demonstrações.

Ângulos replementares[3] Ângulos complementares[4] Ângulos suplementares
sen(θ)=senθcos(θ)=+cosθtan(θ)=tanθcsc(θ)=cscθsec(θ)=+secθcot(θ)=cotθ sen(π2θ)=+cosθcos(π2θ)=+senθtan(π2θ)=+cotθcsc(π2θ)=+secθsec(π2θ)=+cscθcot(π2θ)=+tanθ sen(πθ)=+senθcos(πθ)=cosθtan(πθ)=tanθcsc(πθ)=+cscθsec(πθ)=secθcot(πθ)=cotθ

Simetria entre ângulos replementares

Predefinição:Artigo principal Chamamos de ângulo replementar o ângulo que, somado a outro, resulta em 360 ou 2π rad.

A seguir temos as explicações dessas relações e ao lado temos as verificações geométricas.

Seno e cosseno de ângulos replementares

Verificação Geométrica da simetria entre seno e cosseno no círculo trigonométrico unitário

Para seno e cosseno de ângulos replementares temos as relações:

  • sen(θ)=senθ, ou seja,os senos de dois ângulos replementares são iguais, porém com sinais opostos;
  • cos(θ)=+cosθ, ou seja, os cossenos de dois ângulos replementares são iguais.

Na figura ao lado temos a verificação geométrica dessas propriedades e a abaixo as demonstrações.

Demonstração geométrica

A demonstração de cos(θ)=+cosθ é trivial, pois ambos são coincidentes (ambos são o mesmo segmento) o que pode ser observado na figura ao lado.

Para demonstrar que sen(θ)=senθ partiremos de congruência de triângulos.

Seja os ângulos θ e θ no ciclo trigonométrico unitário, conforme vemos na figura ao lado, temos:

ΔABDΔADC(LAL)AEAF

Com base nisso e sabendo que AF=sen(θ) teríamos que sen(θ)=senθ, uma vez que AE=senθ.

Porém, pela definição de seno no ciclo trigonométrico temos que sen(θ)=senθ, uma vez que o seno no 3° e no 4° quadrante são negativos.

Logo temos que sen(θ)=senθ e cos(θ)=+cosθ.

Tangente de ângulos replementares

Para a tangente de ângulos replementares temos a relação:

  • tan(θ)=tanθ, ou seja, as tangentes de dois ângulos replementares são iguais, porém com sinais opostos.
Representação geométrica da simetria entre tangente de ângulos replementares.

Na figura ao lado temos a verificação geométrica dessa propriedade e abaixo temos a demonstração algébrica.

Demonstração algébrica

Para demonstrar que tan(θ)=tanθ, partiremos da relação entre seno e cosseno.

Temos, pela definição de tangente, que a tangente de um ângulo é a razão entre o seno e cosseno do mesmo ângulo.

Assim, temos que:

tan(θ)=sen(θ)cos(θ)=senθ+cosθ=tanθ

Logo tan(θ)=tanθ.

Cossecante e secante de ângulos replementares

Para a cossecante e secante de ângulos replementares temos as relações:

  • csc(θ)=cscθ, ou seja, as cossecantes de dois ângulos replementares são iguais, porém com sinais opostos;
  • sec(θ)=+secθ, ou seja, as secantes de dois ângulos replementares são iguais.

Na figura ao lado temos a verificação geométrica dessas propriedades abaixo temos as demonstrações algébricas.

Verificação geométrica da simetria entre secante e cossecante de ângulos replementares
Cossecante de ângulos replementares

Para demonstrar que csc(θ)=cscθ, partiremos da relação de simetria do seno.

Temos, pela definição de cossecante, que a cossecante de um ângulo é o inverso multiplicativo do seno do mesmo ângulo.

Assim, temos que:

csc(θ)=1sen(θ)=1senθ=cscθ

Logo csc(θ)=cscθ.

Secante de ângulos replementares

Para demonstrar que sec(θ)=+secθ, partiremos da relação de simetria do cosseno.

Temos, pela definição de secante, que a secante de um ângulo é o inverso multiplicativo do cosseno do mesmo ângulo.

Assim, temos que:

sec(θ)=1cos(θ)=1+cosθ=+secθ.

Logo sec(θ)=+secθ.

Cotangente de ângulos replementares

Verificação geométrica da simetria entre cotangente de ângulos replementares

Para a cotangente de ângulos replementares temos a relação:

  • cot(θ)=cotθ, ou seja, as cotangentes de dois ângulos replementares são iguais, porém com sinais opostos.

Na figura ao lado temos a verificação geométrica dessa propriedade e abaixo temos a demonstração algébrica.

Demonstração algébrica

Para demonstrar que cot(θ)=cotθ é possível partir da relação de simetria entre tangente ou da relação de simetria entre seno e cosseno.

Utilizaremos aqui relação de simetria entre tangente.

Temos, pela definição de cotangente, que a cotangente de um ângulo é o inverso multiplicativo da tangente do mesmo ângulo.

Assim, temos que:

cot(θ)=1tan(θ)=1tanθ=cotθ.

Logo cot(θ)=cotθ.[5]

Simetria entre ângulos complementares

Predefinição:Artigo principal

Chamamos o ângulo complementar um ângulo que, quando somado a outro, resulta em 90 ou π2 rad.

A seguir temos as explicações e demonstrações dessas relações e suas verificações geométricas.

Seno e cosseno de ângulos complementares

Para seno e cosseno de ângulos complementares temos as seguintes relações:

sen(π2θ)=cosθ, ou seja, o cosseno de um ângulo é igual ao seno do seu complementar (ou vice-versa);

cos(π2θ)=senθ, ou seja, o seno de um ângulo é igual ao cosseno de seu complementar (ou vice versa).

Triângulo retângulo qualquer

Na figura ao lado temos a verificação geométrica dessa propriedade e abaixo temos suas demonstrações

Demonstração para ângulos agudos

Essa primeira demonstração se limita para ângulos agudos, pois utiliza a relação entre o seno e o cosseno dos ângulos não retos de um triângulo retângulo qualquer.

Para essa demonstração, então, utilizaremos o triângulo retângulo ao lado.

Nesse triângulo observamos que os ângulos não retos são complementares, pois a soma de todos os ângulos de um triângulo é 180.

Assim, primeiramente, vamos analisar as relações trigonométricas relativas ao ângulo θ e, em seguida, analisar as relações trigonométricas relativas ao ângulos 90θ:

senθ=baecosθ=ca;

cos(π2θ)=baesen(π2θ)=ca.

Assim, conforme observamos nas relações acima temos:

senθ=ba=cos(π2θ)cos(π2θ)=senθ

e

cosθ=ca=sen(π2θ)sen(π2θ)=cosθ.

Assim, demonstramos a relação de simetria entre seno e cosseno de ângulos agudos e complementares.[6]

Demonstração no ciclo trigonométrico

Queremos demonstrar que sen(π2θ)=cosθ e cos(π2θ)=senθ .

Para isso partiremos dos triângulo s ADE e ACB.

Observe que nesses triângulos temos as seguintes relações:

Verificação geométrica da congruência de triângulos para seno e cosseno e ângulos complementares.
ADE{AD=1ED=cos(π2θ)AE=sen(π2θ)DA^E=θAE^D=90

e

ACB{AB=1AC=cosθBC=senθCA^B=θAC^B=90

Assim, com base nessas relações observamos que os dois triângulos são congruentes pelo caso de congruência lado, ângulo e ângulo oposto ao lado.[7]:

ADABeDA^ECA^BeAE^DAC^BADEACB(LAA0){EDBCAEAC

Nessa congruência de triângulos chegamos ás seguintes conclusões:

Verificação da simetria entre cotangente de um ângulo e seu complementar.

EDBCcos(π2θ)=senθ

e

AEACsen(π2θ)=cosθ.

Assim demonstramos a relação de de simetria entre seno e cosseno de ângulos complementares.

Tangente e cotangente de ângulos complementares

Verificação geométrica da relação de simetria entre a tangente de um ângulo e seu complementar

Para a relação de simetria entre tangente e cotangente de ângulos complementares temos as seguintes relações:

  • tan(π2θ)=cotθ, ou seja, a cotangente de um ângulo é igual a tangente de seu complementar;
  • cot(π2θ)=tanθ, ou seja, a tangente de um ângulo é igual a cotangente de seu complementar.

Na figura ao lado temos a verificação geométrica dessas relações e, em seguida, suas demonstrações.

Demonstração

Queremos demonstrar que tan(π2θ)=cotθ e que cot(π2θ)=tanθ.

Para isso partiremos das definições de tangente e cotangente e das relações de simetria entre seno e cosseno de ângulos complementares.

Pela definição de tangente, temos que a tangente de um ângulo pode ser expressa pela razão entre o seno e cosseno do mesmo ângulo.

Dessa forma, temos:

tan(π2θ)=sen(π2θ)cos(π2θ)=cosθsenθ=cotθ, pois a cotangente de um ângulo é igual a razão entre o cosseno e o seno do mesmo ângulo.

Para demonstrarmos que cot(π2θ)=tanθ partiremos da definição de tangente como inverso multiplicativo da cotangente.

Assim, temos:

cot(π2θ)=1tan(π2θ)=1cotθ=tanθ.

Logo tan(π2θ)=cotθ e cot(π2θ)=tanθ.

Secante e cossecante de ângulos complementares

Verificação geométrica da relação de simetria entre secante de um ângulo e seu complementar

Para a relação de simetria entre secante e cossecante de ângulos complementares temos as seguintes relações:

  • sec(π2θ)=cscθ, ou seja, a cossecante de um ângulo é igual a secante de seu complementar;
  • csc(π2θ)=secθ, ou seja, a secante de um ângulo é igual a cossecante de seu complementar.

Na figura ao lado temos a verificação geométrica dessas relações e, em seguida, suas demonstrações.

Demonstração

Queremos demonstrar que sec(π2θ)=cscθ e que csc(π2θ)=secθ.

Para isso partiremos das definições de secante e cossecante como inversos multiplicativos do cosseno e do seno, respectivamente. Após isso aplicaremos as relações já demonstradas de seno e cosseno de ângulos complementares.

Assim temos:

Verificação geométrica da relação de simetria entre cossecante de um ângulo e seu complementar.

(I)sec(π2θ)=1cos(π2θ)=1senθ=cscθ.

e

(II)csc(π2θ)=1sen(π2θ)=1cosθ=secθ.

Em (I) temos demonstrado a relação da secante de ângulos complementares e em (II) temos demonstrado a relação da cossecante de ângulos complementares.[8]

Simetria entre ângulos suplementares

Chamamos de ângulos suplementares dois ângulos que, somados, resultam em 180 ou π rad.

A seguir temos as explicações dessas relações e suas respectivas demonstrações.

Simetria entre seno e cosseno de ângulos suplementares

Para a relação de simetria entre seno e cosseno de ângulos suplementares temos as seguintes relações:

  • sen(πθ)=+senθ, que significa que o seno de um ângulo é igual ao seno de seu suplementar;
  • cos(πθ)=cosθ, que significa que o cosseno de um ângulo é igual ao inverso aditivo do cosseno de seu complementar.

A seguir temos a demonstração para essas duas propriedades e suas verificações geométricas.[1]

Demonstração

Verificação geométrica da relação existente entre seno e cosseno de ângulos suplementares.

Queremos demonstrar que sen(πθ)=senθ e cos(πθ)=cosθ.

Para isso partiremos dos triângulos ABC e ADE da figura ao lado.

Observe que, nesses triângulos, temos as seguintes relações:

ABC{AB=1AC=cosθCB=senθCA^B=θAC^B=90

e

ADE{AD=1AE=|cos(πθ)|ED=sen(πθ)DA^E=θAE^D=90

Assim, com base nessas relações, percebemos que os triângulos são congruentes pelo caso de congruência lado, ângulo e ângulo oposto ao lado. Da seguinte forma:

ADABeDA^ECA^BeAE^DAC^BADEACB(LAA0){EDCBAEAC

Logo, a partir dessa congruência de triângulos, temos as seguintes relações:

EDCBsen(πθ)=senθ

e

AEAC|cos(πθ)|=cosθ.

Como πθ é um ângulo obtuso e que possui imagem no segundo quadrante temos que cos(πθ) é negativo.

Assim, podemos dizer que cos(πθ)=cosθ.

Assim demonstramos a relação existente entre seno e cosseno de ângulos suplementares.

Verificação geométrica da relação existente entre tangente de ângulos suplementares

Simetria entre tangente e cotangente de ângulos suplementares

Para tangente e cotangente de ângulos suplementares temos as seguintes relações:

  • tan(πθ)=tanθ, que significa que a tangente de um ângulo é igual ao inverso aditivo da tangente do seu suplementar;
  • cot(πθ)=cotθ, que significa que a cotangente de um ângulo é igual ao inverso aditivo da cotangente do seu suplementar.

Abaixo temos as demonstrações dessas propriedades e suas verificações geométricas.

Demonstração algébrica

Para demonstrar essas relações partiremos das já demonstradas relações de simetria entre cosseno e seno de ângulo suplementares.

Assim, temos que sen(πθ)=senθ e que cos(πθ)=cosθ.

Escrevendo a tangente como a razão entre seno e cosseno e utilizando estas relações temos o seguinte:

tan(πθ)=sen(πθ)cos(πθ)tan(πθ)=senθcosθ=senθcosθtan(πθ)=tanθ.

Logo a tangente de um ângulo é igual ao inverso aditivo da tangente do seu suplementar.

Verificação geométrica da relação existente entre cotangente de ângulos suplementares.

Tendo demonstrado essa relação para a tangente fica fácil demonstrá-la para a cotangente, bastando para isso escrever a cotangente como inverso multiplicativo da tangente, da seguinte forma:

cot(πθ)=1tan(πθ)=1tanθ=1tanθ=cotθcot(πθ)=cotθ.

Logo a cotangente de um ângulo é igual ao inverso aditivo da cotangente do seu suplementar.[1]

Simetria entre secante e cossecante de ângulos suplementares

Para a secante e cossecante de ângulos suplementares temos as seguintes relações:

  • sec(πθ)=secθ, que significa que a secante de um ângulo é igual ao inverso aditivo da secante do seu suplementar;
  • csc(πθ)=+cscθ, que significa que a cossecante de um ângulo é igual à cossecante do seu suplementar.
Verificação geométrica da relação de simetria entre secante e cossecante de ângulos suplementares.

Abaixo temos as demonstrações dessas propriedades e suas verificações geométricas.

Demonstração

Para demonstrar essas relações partiremos das relações de simetria entre seno e cosseno de ângulo suplementares.

Assim, temos:

sec(πθ)=1cos(πθ)=1cosθ=secθsec(πθ)=secθ

e

csc(πθ)=1sen(πθ)=1senθ=cscθcsc(πθ)=+cscθ

Logo a secante de um ângulo é igual ao inverso aditivo da secante de seu suplementar e a cossecante de um ângulo é igual ao inverso aditivo da cossecante de seu suplementar.[1]

Translação e periodicidade

Trocando-se valores de certos ângulos, é possível obter equivalências entre as funções trigonométricas. Funções trigonométricas são periódicas, e portanto, valores específicos de ângulo para as funções trigonométricas denotam um mesmo valor.

Adicionando-se π/2 Adicionando-se π
Período para tan e cot[9]
Adicionando-se 2π
Período para sen, cos, csc e sec[10]
sen(θ+π2)=+cosθcos(θ+π2)=senθtan(θ+π2)=cotθcsc(θ+π2)=+secθsec(θ+π2)=cscθcot(θ+π2)=tanθ sen(θ+π)=senθcos(θ+π)=cosθtan(θ+π)=+tanθcsc(θ+π)=cscθsec(θ+π)=secθcot(θ+π)=+cotθ sen(θ+2π)=+senθcos(θ+2π)=+cosθtan(θ+2π)=+tanθcsc(θ+2π)=+cscθsec(θ+2π)=+secθcot(θ+2π)=+cotθ

Teoremas de adição

É possível deduzir fórmulas para calcular as funções trigonométricas da soma e da diferença de números reais, se conhecermos as funções circulares desses números.

A seguir há uma tabela que contém todas as fórmulas para adições e subtrações de arcos e, abaixo, suas demonstrações.

Seno sen(α±β)=senαcosβ±cosαsenβ[11][12]
Cosseno cos(α±β)=cosαcosβsenαsenβ[12][13]
Tangente tan(α±β)=tanα±tanβ1tanαtanβ[12][14]
Cotangente cot(α±β)=cotα.cotβ1cotβ±cotα[12][15]
Arco seno arcsenα±arcsenβ=arcsen(α1β2±β1α2)[16]
Arco coseno arccosα±arccosβ=arccos(αβ(1α2)(1β2))[17]
Arco tangente arctanα±arctanβ=arctan(α±β1αβ)[18]

Demonstrações

Cosseno da Soma[1]

Soma de arcos

Para descobrir o cosseno da soma de dois arcos (ou ângulos) segue a seguinte fórmula:cos(a+b)=cosa.cosbsena.senb

Demonstração:

Sejam os pontos A, B, C da figura ao lado, associados aos arcos a, b e a+b, respectivamente. Assim, conforme já fora demonstrado, as coordenadas cartesianas dos pontos A, B, C e E são as seguintes:

A(cosa,sena)

B(cosb,senb)

C(cos(a+b),sen(a+b))

E(1,0).

Observa-se, também, que os arcos que há entre os pontos A e B é igual ao arco que há entre o ponto E e C, o que faz com as respectivas cordas sejam iguais, logo: AB=EC.

Aplicando a fórmula da distância entre dois pontos da geometria analítica, temos:

(AB)2=[cosacosb]2+[sena(senb)]2 e (EC)2=[cos(a+b)1]2+[sen(a+b)0]2.

Simplificando a primeira relação, temos:

(AB)2=cos2a2.cosa.cosb+cos2b+sen2a+2.sena.senb+sen2b.

Sabendo que sen2a+cos2a=1, podemos reescrever:

(AB)2=22.cosa.cosb+2.sena.senb.

Simplificando a segunda relação, temos:

(EC)2=cos2(a+b)2.cos(a+b)+1+sen2(a+b).

Sabendo que sen2(a+b)+cos2(a+b)=1, podemos reescrever:

(EC)2=22.cos(a+b).

Por fim, sabendo que se AB=EC, então (AB)2=(EC)2; logo podemos igualar as duas relações da seguinte forma:

22.cos(a+b)=22.cosa.cosb+2.sena.senb

Podemos, por fim isolar o cosseno da soma em um dos lados da igualdade:

cos(a+b)=2.cosa.cosb+2.sena.senb+222cos(a+b)=cosa.cosbsena.senb .

Cosseno da diferença:[1]

De forma similar ao cosseno da soma, o cosseno da diferença pode ser expresso por:

cos(ab)=cosa.cosb+sena.senb

Demonstração:

Seja o cosseno da soma já demonstrado, podemos demonstrar o cosseno da diferença através de algebrismos simples:

cos(ab)=cos[a+(b)]

Assim, aplicando-se a formula do cosseno da soma obtêm-se:

cos[a+(b)]=cosa.cos(b)sena.sen(b)

De tal modo, sabendo que:

sen(b)=senb e cos(b)=cosb

Podemos reescrever como:

cos(ab)=cosa.cosbsena.(senb)

Logo:

cos(ab)=cosa.cosb+sena.senb

Seno da soma

Para descobrir o seno da soma entre dois arcos segue a seguinte fórmula:

sen(a+b)=sena.cosb+senb.cosa

Demonstração:

Através das relações de simetria entre seno e cosseno, sabemos que:

senx=cos(π2x) e cosx=sen(π2x)

Assim, podemos escrever:

sen(a+b)=cos[π2(a+b)]=cos[(π2a)b]

Aplicando-se a já demonstrada fórmula do cosseno da diferença, temos:

cos[(π2a)b]=cos(π2a).cosb+sen(π2a).senb

Portanto, aplicando novamente as relações de simetria, chegamos à formula:

sen(a+b)=sena.cosb+senb.cosa

Seno da diferença

De forma similar ao seno da soma, o seno da diferença é expresso por:

sen(ab)=sena.cosbsenb.cosa

Demonstração:

Seja o seno da soma já demonstrado, é possível demonstrar o seno da diferença através de algebrismos simples:

sen(ab)=sen[a+(b)]

Aplicando-se a fórmula do seno da soma temos:

sen[a+(b)]=sena.cos(b)+sen(b).cosa

Tendo em mente que:

sen(b)=senb e cos(b)=cosb

Podemos reescrever:

sen(ab)=sena.(cosb)+(senb).cosa

Logo:

sen(ab)=sena.cosbsenb.cosa

Tangente da Soma[1]

Para obter a tangente da soma de dois arcos utiliza-se a seguinte fórmula:

tan(a+b)=tana+tanb1tana.tanb

Demonstração:

Seja tanx=senxcosx, podemos escrever:

tan(a+b)=sen(a+b)cos(a+b)

Aplicando-se as fórmulas já demonstradas do seno e do cosseno da soma, temos que:

tan(a+b)=sena.cosb+senb.cosacosa.cosbsena.senb

Podemos dividir o denominador e o numerador por cosa.cosb de forma a reescrever a fórmula:

tan(a+b)=sena.cosb+senb.cosacosa.cosbcosa.cosbsena.senbcosa.cosb=sena.cosbcosa.cosb+senb.cosacosa.cosbcosa.cosbcosa.cosbsena.senbcosa.cosb

Simplificando, temos:

tan(a+b)=1.tana+1.tanb1tana.tanb

Logo:

tan(a+b)=tana+tanb1tana.tanb.

Tangente da diferença

De forma análoga à tangente da soma, a tangente da diferença pode ser obtida através da fórmula:

tan(ab)=tanatanb1+tana.tanb

Demonstração:

Sabendo que

tan(ab)=tan[a+(b)]

Podemos aplicar a fórmula da tangente da soma do seguinte modo:

tan[a+(b)]=tana+tan(b)1tana.tan(b)

Tendo em mente que tan(b)=tanb, podemos reescrever como:

tan(ab)=tana+(tanb)1tana.(tanb)

Logo:

tan(ab)=tanatanb1+tana.tanb.

Cotangente da soma

Para calcular a cotangente da soma de dois arcos utiliza-se a seguinte fórmula:

cot(a+b)=cota.cotb1cota+cotb

Demonstração:

Seja cotx=cosxsenx, podemos escrever:

cot(a+b)=cos(a+b)sen(a+b).

Aplicando-se as fórmulas já demonstradas do cosseno e do seno da soma, temos:

cot(a+b)=cosa.cosbsena.senbsena.cosb+senb.cosa

Podemos dividir o numerador e o denominador por sena.senb para reescrever a fórmula:

cot(a+b)=cosa.cosbsena.senbsena.senbsena.cosb+senb.cosasena.senb=cosa.cosbsena.senbsena.senbsena.senbsena.cosbsena.senb+senb.cosasena.senb

Simplificando:

cot(a+b)=cota.cotb11.cotb+1.cota

Logo:

cot(a+b)=cota.cotb1cota+cotb

Cotangente da diferença

De forma análoga à cotangente da soma, pode-se calcular a cotangente da diferença entre dois arcos aplicando-se a seguinte fórmula:

cot(ab)=cota.cotb+1cotbcota

Demonstração

Seja cot(ab)=cot[a+(b)], podemos aplicar a fórmula da cotangente da soma da seguinte maneira:

cot[a+(b)]=cota.cot(b)1cota+cot(b)

Sabendo que cot(b)=cotb, podemos reescrever:

cot(ab)=cota.(cotb)1cota+(cotb)=cota.cotb1cotacotb

Logo:

cot(a+b)=cota.cotb+1cotbcota

Função geral

A função geral é uma representação das funções trigonométricas criada a fim de simplificar e tornar mais intuitivas suas propriedades e relações. Ela é definida do seguinte modo: V0(θ)=cos(θ) e DθnVx(θ)=Vn+x(θ), em que Dxn é a notação de Euler para diferenciação. Exemplificam-se as abaixo as representações tradicionais na forma generalizada :

  1. V2(x)=cos(x)
  2. V1(x)=sen(x)
  3. V0(x)=cos(x)
  4. V0,5(x)=cos(xπ/4)
  5. V1(x)=sen(x)

Detalhes de notação: Va=Va(0)

Propriedades

  1. Base par: Vp(θ)=Vp(θ)
  2. Relação fundamental: se ab for um número ímpar, então Va2(x)+Vb2(x)=1
  3. Base ímpar:Vi(θ)=Vi(θ)
  4. Mudança de Base: Va(θ)=Vb(θ+ab2π)
  5. Periodicidade da base: Va(θ)=(1)kVa+2k(θ),k
  6. Periodicidade do arco: Va(θ)=Va(θ+2kπ),k
  7. Extrusão de base: Va(θ)=V0(θ+aπ2)
  8. "Passar arco para o outro lado": Vα(x+a)=Vβ(b)Vα(x)=Vβ(bα)

Transformação soma-produto

Va(x)+Vb(y)=2Va+b2(x+y2)Vab2(xy2)

Exemplos:

  1. Soma de cossenos: {cos(a)+cos(b)=2cos(a+b2)cos(ab2)V0(a)+V0(b)=2V0+02(a+b2)V002(ab2)V0(a)+V0(b)=2V0(a+b2)V0(ab2)
  2. Diferença de cossenos: {cos(a)cos(b)=2sen(a+b2)sen(ab2)V0(a)+V2(b)=2V0+22(a+b2)V022(ab2)V0(a)+V2(b)=2V1(a+b2)V1(ab2)V0(a)+V2(b)=2V1(a+b2)V1(ab2)
  3. Soma de senos: {sen(a)+sen(b)=2sen(a+b2)cos(ab2)V1(a)+V1(b)=2V112(a+b2)V1+12(ab2)V1(a)+V1(b)=2V1(a+b2)V0(ab2)
  4. Diferença de senos: {sen(a)sen(b)=2cos(a+b2)sen(ab2)V1(a)+V1(b)=2V1+12(a+b2)V112(ab2)V1(a)+V1(b)=2V0(a+b2)V1(ab2)

Transformação de produto em soma

É também possível transformar produto de gerais em soma de gerais. Isto é feito da seguinte forma:

  • Para 2 termos, Va(x)Vb(y)=12[Va+b(x+y)+Vab(xy)]
  • Para 3 termos, Va(x)Vb(y)Vc(z)=14[Va+b+c(x+y+z)+Va+bc(x+yz)+Vab+c(xy+z)+Vabc(xyz)]
  • Para 4 termos, Va(w)Vb(x)Vc(y)Vd(z)=18[Va+b+c+d(w+x+y+z)+Va+b+cd(w+x+yz)++Va+bc+d(w+xy+z)+Va+bcd(w+xyz)++Vab+c+d(wx+y+z)+Vab+cd(wx+yz)++Vabc+d(wxy+z)+Vabcd(wxyz)]
  • Para 5 termos, Va(v)Vb(w)Vc(x)Vd(y)Ve(z)=116[Va+b+c+d+e(v+w+x+y+z)+Va+b+c+de(v+w+x+yz)++Va+b+cd+e(v+w+xy+z)+Va+b+cde(v+w+xyz)++Va+bc+d+e(v+wx+y+z)+Va+bc+de(v+wx+yz)++Va+bcd+e(v+wxy+z)+Va+bcde(v+wxyz)++Vab+c+d+e(vw+x+y+z)+Vab+c+de(vw+x+yz)++Vab+cd+e(vw+xy+z)+Vab+cde(vw+xyz)++Vabc+d+e(vwx+y+z)+Vabc+de(vwx+yz)++Vabcd+e(vwxy+z)+Vabcde(vwxyz)]

Repare a sequência binária nos sinais '+' e '-'. Para 3 termos, por exemplo, note que os sinais entre 'a', 'b' e 'c' se comportam da seguinte maneira: ++, +-, -+, --. O comportamento binário é observado para qualquer quantidade de termos. Tal formulação é bastante vantajosa para um alto número de termos, encontrados, entre outros, no estudo de máquinas elétricas (como no cálculo do torque eletromagnético, que demanda 3 termos) - a qual seria de difícil obtenção através dos meios tradicionais.

Exemplos:

  1. Produto do seno com o cosseno: {sen(a)cos(b)=12[sen(a+b)+sen(ab)]V1(a)V0(b)=12[V1+0(a+b)+V10(ab)]V1(a)V0(b)=12[V1(a+b)+V1(ab)]
  2. Produto de cossenos: {cos(a)cos(b)=12[cos(a+b)+cos(ab)]V0(a)V0(b)=12[V0+0(a+b)+V00(ab)]V0(a)V0(b)=12[V0(a+b)+V0(ab)]
  3. Produto do cosseno com o seno: {cos(a)sen(b)=12[sen(a+b)sen(ab)]V0(a)V1(b)=12[V01(a+b)+V0+1(ab)]V0(a)V1(b)=12[V1(a+b)+V1(ab)]V0(a)V1(b)=12[V1(a+b)V1(ab)]
  4. Produto de senos: {sen(a)sen(b)=12[cos(ab)cos(a+b)]V1(a)V1(b)=12[V11(a+b)+V1+1(ab)]V1(a)V1(b)=12[V2(a+b)+V0(ab)]V1(a)V1(b)=12[V0(a+b)+V0(ab)]

Soma de arcos

Para uma geral de dado arco, é possível decompô-la em soma de produtos de gerais de outros arcos.

  • Em 2 arcos, Va(x+y)=Va(x)V0(y)+Va+1(x)V1(y)
  • Em 3 arcos, Va(x+y+z)=Va(x)V0(y)V0(z)+Va+1(x)V0(y)V1(z)+Va+1(x)V1(y)V0(z)+Va+2(x)V1(y)V1(z)
  • Em 4 arcos, Va(w+x+y+z)=(Va(w)V0(x)V0(y)V0(z)+Va+1(w)V0(x)V0(y)V1(z)++Va+1(w)V0(x)V1(y)V0(z)+Va+2(w)V0(x)V1(y)V1(z)++Va+1(w)V1(x)V0(y)V0(z)+Va+2(w)V1(x)V0(y)V1(z)++Va+2(w)V1(x)V1(y)V0(z)+Va+3(w)V1(x)V1(y)V1(z))
  • Em 5 arcos, Va(v+w+x+y+z)=(Va(v)V0(w)V0(x)V0(y)V0(z)+Va+1(v)V0(w)V0(x)V0(y)V1(z)++Va+1(v)V0(w)V0(x)V1(y)V0(z)+Va+2(v)V0(w)V0(x)V1(y)V1(z)++Va+1(v)V0(w)V1(x)V0(y)V0(z)+Va+2(v)V0(w)V1(x)V0(y)V1(z)++Va+2(v)V0(w)V1(x)V1(y)V0(z)+Va+3(v)V0(w)V1(x)V1(y)V1(z)++Va+2(v)V1(w)V0(x)V0(y)V0(z)+Va+2(v)V1(w)V0(x)V0(y)V1(z)++Va+3(v)V1(w)V0(x)V1(y)V0(z)+Va+3(v)V1(w)V0(x)V1(y)V1(z)++Va+3(v)V1(w)V1(x)V0(y)V0(z)+Va+3(v)V1(w)V1(x)V0(y)V1(z)++Va+3(v)V1(w)V1(x)V1(y)V0(z)+Va+4(v)V1(w)V1(x)V1(y)V1(z))

Note a sequência binária na base das funções gerais V(y) e V(z): 00, 0(-1), (-1)0, (-1)(-1). O comportamento binário é observado para qualquer 'n'. A base da função geral da esquerda, V(x), altera-se, em cada termo da soma para manter igual a soma das bases iguais à base inicial:

  • No caso, para 2 arcos, note que, na base, tem-se:{a+0+0=a(a+1)+0+(1)=a(a+1)+(1)+0=a(a+2)+(1)+(1)=a

Exemplos:

  1. Cosseno da soma:{cos(a+b)=cos(a)cos(b)sen(a)sen(b)V0(a+b)=V0(a)V0(b)+V0+1(a)V1(b)V0(a+b)=V0(a)V0(b)+V1(a)V1(b)V0(a+b)=V0(a)V0(b)V1(a)V1(b)
  2. Seno da soma: {sen(a+b)=sen(a)cos(b)+cos(a)sen(b)V1(a+b)=V1(a)V0(b)+V1+1(a)V1(b)V1(a+b)=V1(a)V0(b)+V0(a)V1(b)
  3. Seno da diferença: {sen(ab)=sen(a)cos(b)cos(a)sen(b)V1(ab)=V1(a)V0(b)+V1+1(a)V1(b)V1(ab)=V1(a)V0(b)V0(a)V1(b)
  4. Cosseno da diferença: {cos(ab)=cos(a)cos(b)+sen(a)sen(b)V0(ab)=V0(a)V0(b)+V0+1(a)V1(b)V0(ab)=V0(a)V0(b)+V1(a)V1(b)V0(ab)=V0(a)V0(b)+V1(a)V1(b)

Soma de arcos defasados com ângulo comum variável

Seja f(x) uma função de natureza exponencial (seja real ou complexa).

Exemplos:

  • f(x)=iAiVαi(xβi)
  • f(x)=iAiej(x+αi)+iBiej(x+βi)
  • f(x) é um fasor


É válida a seguinte identidade:

f(x)=f(0)V0(x)+f(0)V1(x)


Como a função foi decomposta em soma ponderada de seno e cosseno com ângulo comum variável em função de x, pode-se juntar os dois arcos da seguinte forma:

AV0(x)+BV1(x)=sgn(A)A2+B2V0(xtan1BA)

Fórmulas de arco múltiplo

Tn é o enésimo Polinômio de Chebyshev cosnθ=Tn(cosθ)  [19]
Sn é o enésimo polinômio de abertura sen2nθ=Sn(sen2θ)
Fórmula de De Moivre, i é a unidade imaginária cosnθ+isennθ=(cos(θ)+isen(θ))n    [20]

Formulas de arco duplo, triplo e metade

É possível obter as funções trigonométricas quando temos um ângulo sendo multiplicado ou divido, conforme as fórmulas da tabela abaixo.

A seguir temos as demonstrações dessas propriedades.

Fórmulas de arco duplo[21][22]
sen2θ=2senθcosθ =2tanθ1+tan2θ cos2θ=cos2θsen2θ=2cos2θ1=12sen2θ=1tan2θ1+tan2θ tan2θ=2tanθ1tan2θ cot2θ=cot2θ12cotθ
Fórmulas de arco triplo[19][23]
sen3θ=3cos2θsenθsen3θ=3senθ4sen3θ cos3θ=cos3θ3sen2θcosθ=4cos3θ3cosθ tan3θ=3tanθtan3θ13tan2θ cot3θ=3cotθcot3θ13cot2θ
Fórmulas de arco metade[24][25]
senθ2=sgn(2πθ+4πθ4π)1cosθ2(ousen2θ2=1cosθ2) cosθ2=sgn(π+θ+4ππθ4π)1+cosθ2(oucos2θ2=1+cosθ2) tanθ2=cscθcotθ=±1cosθ1+cosθ=senθ1+cosθ=1cosθsenθtanη+θ2=senη+senθcosη+cosθtan(θ2+π4)=secθ+tanθ1senθ1+senθ=1tan(θ/2)1+tan(θ/2)tan12θ=tanθ1+1+tan2θparaθ(π2,π2) cotθ2=cscθ+cotθ=±1+cosθ1cosθ=senθ1cosθ=1+cosθsenθ

Fórmulas da duplicação de ângulos

Seno do dobro

Para calcular o seno de um arco do tipo 2.a utiliza-se a fórmula:

sen(2a)=2.sena.cosa

Demonstração:

Seja sen(2.a)=sen(a+a), podemos aplicar a fórmula do seno da soma, de modo que:

sen(a+a)=sena.cosa+sena.cosa

Logo:

sen(2a)=2.sena.cosa

Cosseno do dobro

Para calcular o cosseno de um arco do tipo 2.a pode-se utilizar as seguintes fórmulas:

    • cos(2a)=cos2asen2a

Demonstração:

Seja cos(2.a)=cos(a+a) podemos aplicar a fórmula do cosseno da soma para obter:

cos(a+a)=cosa.cosasena.sena

Logo:

cos(2a)=cos2asen2a

    • cos(2a)=2.cos2a1

Demonstração:

Seja a relação fundamental cos2a+sen2a=1, já demonstrada, temos que sen2a=1cos2a

Aplicando-se essa relação na fórmula demonstrada acima temos:

cos(2a)=cos2a(1cos2a)=cos2a1+cos2a

Logo:

cos(2a)=2.cos2a1

    • cos(2a)=12.sen2a

Demonstração

Seja a relação fundamental cos2a+sen2a=1, temos que cos2a=1sen2a

Ao aplicarmos isso na fórmula cos(2a)=cos2asen2a, temos:

cos(2a)=1sen2asen2a

Logo:

cos(2a)=12.sen2a

Tangente do dobro

Para calcular a tangente de um arco do tipo 2.a pode-se utilizar a seguinte fórmula:

tan(2a)=2.tana1tana

Demonstração:

Seja tan(2.a)=tan(a+a), podemos aplicar a fórmula da tangente da soma:

tan(a+a)=tana+tana1tana.tana

Logo:

tan(2a)=2.tana1tan2a

Fórmulas da divisão do ângulo em dois

Seno da divisão

Para calcular o seno da metade de um arco, utiliza-se a seguinte fórmula:

sen(a2)=±1cosa2

Demonstração:

Sabendo que cos(2.x)=12.sen2x, podemos definir x=a2 de modo a reescrever:

cos(a)=12.sen2(a2)

Logo, isolando sen(a2) temos:

sen(a2)=±1cosa2

Cosseno da divisão

Para calcular o cosseno da metade de um arco, utiliza-se a seguinte fórmula:

cos(a2)=±cosa+12

Demonstração:

Sabendo que cos(2x)=2.cos2x1 podemos definir x=a2, de modo a reescrever:

cosa=2.cos2(a2)1

Portanto, isolando cos(a2) temos:

cos(a2)=±cosa+12

Tangente da divisão

Para calcular a tangente da metade de um arco, utiliza-se a fórmula:

tan(a2)=±1cosa1+cosa

Demonstração:

Para demonstrar essa fórmula utilizaremos as duas fórmulas demonstradas acima, da seguinte forma:

tan(a2)=sen(a2)cos(a2)=±1cosa2±cosa+12=±1cosa2cosa+12=±1cosa2.2cosa+1

Logo:

tan(a2)=±1cosa1+cosa

Note que, para esses três casos, ± significa que pode haver qualquer dos dois sinais, dependendo do valor de A/2.[1]

Fórmulas de redução de potências

Resolve-se com as fórmulas de duplo ângulo, isolando-se: cos2θesen2θ.

cos2θ=(1+cos(2θ)2) sen2θ=(1cos(2θ)2)

Produto para soma e soma para produto

Os produtos para somas e somas para produto podem ser provados por meio de substituições nos teoremas de adição.

Produto para soma[26]
cosθcosφ=cos(θφ)+cos(θ+φ)2
senθsenφ=cos(θφ)cos(θ+φ)2
senθcosφ=sen(θ+φ)+sen(θφ)2
cosθsenφ=sen(θ+φ)sen(θφ)2
Soma para produto[27]
senθ±senφ=2sen(θ±φ2)cos(θφ2)
cosθ+cosφ=2cos(θ+φ2)cos(θφ2)
cosθcosφ=2sen(θ+φ2)sen(θφ2)

Predefinição:Anexo Se as funções trigonométricas são definidas geometricamente, então suas derivadas podem ser encontradas primeiramente verificando que limθ0senθ/θ=1 e então usando a definição por limite da derivada e os teoremas de adição; se eles são definidos por suas Séries de Taylor, então as derivadas podem ser encontradas pela diferenciação das séries de potências termo a termo.

θsenθ=cosθ

O restante das funções trigonométricas pode ser diferenciado usando as identidades acima e as regras de diferenciação, por exemplo

θcosθ=senθ θtanθ=sec2θ

Definições exponenciais

Função Função inversa[28]
senθ=eiθeiθ2i arcsenx=iln(ix+1x2)
cosθ=eiθ+eiθ2 arccosx=iln(xi1x2)
tanθ=eiθeiθi(eiθ+eiθ) arctanx=i2ln(i+xix)
cscθ=2ieiθeiθ arccscx=iln(ix+11x2)
secθ=2eiθ+eiθ arcsecx=iln(1x+1ix2)
cotθ=i(eiθ+eiθ)eiθeiθ arccotx=i2ln(xix+i)
cisθ=eiθ arccisx=lnxi=ilnx

Ver também

Predefinição:Referências

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